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Evandro Mesquita (Murilo / Cassandra)
"O Murilo estava desempregado e consegue uma vaga de colunista no lugar de uma jornalista, numa coluna dessas de bate-papo com mulheres. Ele escreve sob o pseudônimo de uma mulher. Isso é interessante, gera um conflito. Ele reluta, mas depois ele vai entrando na personagem, no bom sentido, ficando mais feminino. A gente foi tentando buscar uma tenuidade, para tornar verdadeira uma situação absurda, aí está o humor.
As meninas são muito engraçadas e já tem todo um trabalho de comédia com peças, livros e televisão. Seu humor tem várias sutilezas de linguagem. Foi muito legal! Um convite bacana que pintou na hora certa.
Eu já tinha trabalhado com a Lili (Eliana Fonseca). Uma pessoa com uma energia e sensibilidade. Uma direção que me surpreendeu. Eu não conhecia esse lado dela, super organizada, vai no ponto certo e dá uns toques legais.
A Adriane (Galisteu) é inteligente e tem uma intuição legal. Como fez teatro, tem esse olhar atento. As cenas, apesar de poucas, foram bem prazerosas.
Mulher é sensacional, tem poder! 'Coisa de Mulher' é isso. Tem esse mistério que elas carregam, por mais que você ache que as conhece. E essa magia de nos manter atraídos, seja como amiga ou amante.
Acho bacana a gente filmar um texto de um grupo praticamente desconhecido do grande público, mas que está mostrando a sua história com um elenco bem inusitado, de categoria, uma equipe sensacional. Tem tudo para ser um filme bem divertido. Luz, câmera, ação!"
Carmen Frenzel (Dora)
"A minha personagem, Dora, pegou o marido na cama com outra, separou-se e, como vingança, passou a sair com muitos homens.
Eu não sou uma pessoa que use roupas femininas. Sou meio moleca e a Dora é exatamente o oposto. Ela é divorciada e eu nunca fui casada. Foi um desafio, mas sempre quis interpretá-la. Desde o primeiro momento, ela me encantou pelas possibilidades da personagem.
A Lili (Eliana Fonseca) fez um trabalho muito importante com o elenco antes das filmagens. A gente experimentou as personagens e ela nos deu dicas fundamentais até mesmo para a integração do grupo.
Eu me tornei fã do trabalho do Paulo (Flaksman) e da Ana (Schlee). Foi tudo muito bem pensado. Eles fizeram melhor do que esperávamos. É uma emoção muito particular descrever um lugar e depois torná-lo real. No nosso caso, ainda atuamos nele. Foi uma emoção dupla!
O Evandro (Mesquita) e Adriane (Galisteu) acrescentaram muito. Estão ótimos no filme.
Foi uma emoção fazer 'Coisa de Mulher'. Um sonho realizado que me deixou muito feliz!"
Claudia Ventura (Graça)
"A minha personagem, Graça, é uma graça! Ela é uma mocinha do interior que vem para a cidade grande e acaba indo trabalhar num sex shop. A idéia da personagem é justamente ser uma figura que lida com sexo de uma maneira muito leve, casual. E isso, eu e Graça temos em comum, porque eu nunca pensei que ganharia dinheiro com o Grelo.
A experiência de fazer o 'Coisa de Mulher' me enriqueceu muito. Há 4 anos o Diler nos procurou para desenvolver o roteiro do filme. E há dois anos a Eliana Fonseca , Lili, se juntou a nós. Tivemos várias idéias e passamos por diversos tratamentos de roteiro ao longo desses quatro anos. E, durante o processo, essas personagens foram criando corpo.
Tenho tantas coisas para falar do Grelo! São tantos anos... 7 anos de vida em comum. Um casamento. E acho que não é por acaso que na crise dos 7 anos, estejamos lançando e parindo esse filho. Elas completam a minha vida.
A Eliana Fonseca é um grande encontro da vida. É um super casamento. Ela é super carinhosa, firme, amiga... É profissional. Um encanto! Tanto como parceira no roteiro como na direção.
A história gira em torno de cinco mulheres, as quatro do Grelo e para compor a quinta, buscávamos alguém que fosse uma boa atriz e também uma pessoa legal. A Adriane (Galisteu) veio e trouxe ainda mais do que imaginávamos. Ela é companheira.
Todos do set foram muito atenciosos, amigos. Eu nunca fui tão bem tratada! Foi muito agradável.
Realizar um longa-metragem é um sonho... Uma vitória!"
Lucília de Assis (Catarina)
"A Catarina é uma mulher cansada do casamento rotineiro. Ela tem 2 filhos pentelhos e está tentando revigorar a relação com o marido, que não dá conta do recado.
Eu contracenei com um ator maravilhoso, que é o Cacá (Amaral). Ele me ajudou a dar vida à Catarina. Ela é uma personagem muito interessante e sensível. Adorei fazer esse papel e senti muita falta quando acabou.
Me apeguei muito ao filme. Eu fiquei muito emocionada quando desmontaram a casa da Catarina. Cheguei a guardar a chave da porta. Me senti despejada.
As mulheres vão se identificar com a Catarina. Elas investem muito na relação, em todos os sentidos. Elas são a alma do casamento. Elas vivem com esta função: salvar o casamento. São muito solicitadas, sobrecarregadas e, com isso, sentem-se responsáveis por tudo.
As meninas do Grelo, hoje em dia, são as pessoas mais queridas com quem convivo. São pessoas muito preciosas para mim, em todos os aspectos."
Suzana Abranches (Mônica)
"A personagem que me coube foi a Mônica, mulher de trinta anos, com aspecto e alma de adolescente, sonhadora e virgem. Confesso que tomei um susto. Era como fazer uma personagem de época num filme contemporâneo.
'Coisa de Mulher' é um projeto acalentado durante quatro anos e não há como falar dele sem destacar a figura de um homem: Diler Trindade. Ele foi de uma fé e uma persistência inabaláveis.
A Lili (Eliana Fonseca) veio para dar uma arrumada na casa, quando se juntou a nós do Grelo Falante na redação do roteiro e depois, quando assumiu a direção do filme.
Credito à Maria Diaz (figurinista) e ao Guilherme Pereira (maquiador) grande parte do mérito na criação e execução desse meu trabalho.
'Coisa de Mulher' foi um dos momentos de maior felicidade nesses 25 anos de profissão. Espero que vocês gostem!"
Adriane Galisteu (Mayara)
"Minha personagem está vivendo um momento comum na vida de muitas mulheres. Ela quer ter um filho e não consegue, por isso vai passar por um momento de stress, mudança de humor.
A Mayara é o meu oposto, mas levei algo meu para ela... meu lado romântico.
O cinema estava nos meus planos a longo prazo, mas não imediatamente. Fiquei muito surpresa com o convite. A Eliana (Fonseca) começou a me explicar o roteiro e já comecei a dar muita risada. Ela é uma mulher sensacional.
Eu achei que não fosse conseguir fazer o filme, porque estou trabalhando de segunda a sexta num programa ao vivo, mas eles me deram a opção de filmar nos fins de semana. Quando percebi a boa vontade de todos, não resisti. Já estava no barco remando.
A mulher tem o poder e, sabendo usar, é sensacional! É capaz de fazer várias coisas ao mesmo tempo e todas bem feitas. Ela sempre soube se dividir muito bem em todas as tarefas e isso, com certeza, é coisa de mulher."
Eliana Fonseca (Loreta)
"Fazer a Loreta foi muito divertido. O jeito como a diretora encaminhou o personagem foi exatamente o que eu tinha em mente como atriz. Isso foi ótimo, porque eu me joguei inteira no papel e em nenhum minuto me senti dividida.
E contracenar com as meninas e com o Evandro foi uma delícia!"
Cacá Amaral (Décio)
"Meu personagem é um homem acomodado, meio fora de moda. Um homem que pensa que reconhecer as qualidades de sua mulher não melhora as suas e que ela, ao invés de parceira, é um adereço sem alma, ou objeto, que serve sua comida, cuida dos filhos e dorme ao seu lado.
Descobri que a equipe era quase toda formada por mulheres e fiquei acanhado. Depois fui conhecendo, chegando, ouvi uma, toquei outra, senti o cheiro e fui me apaixonando. Nunca vi tanta simpatia e talento juntos. A Lili (Eliana Fonseca), uma mãe; as autoras, além de talentosas e brilhantes, pertencem a um grupo chamado O Grelo Falante! Quem pode resistir? Só mesmo o meu personagem."
Daniel Boaventura (Isaac)
"Meu personagem chama-se Isaac, um médico obstetra, judeu, casado com Mayara (Adriane Galisteu). Ele tenta de todas as formas ter um filho, mas, por falta de tempo, não consegue. Foi realmente o personagem na medida certa para mim, já que estou com muitos compromissos ultimamente.
Há muito tempo tinha vontade de trabalhar com a Eliana Fonseca. Já havia sido convidado para fazer um filme dela, mas estava em cartaz com o musical 'Chicago'. Agora surgiu uma nova oportunidade. E eu aceitei prontamente. Por não fazer cinema há oito anos, queria que minha volta fosse bem bacana e foi exatamente o que aconteceu.
É uma comédia leve, despretensiosa e muito interessante. O elenco é fantástico e tanto a direção como a produção foram extremamente educados, prestativos e pacientes."
Gustavo Ottoni (Dr. Leonardo)
"O que você acharia de um homem que guarda sua virgindade para o grande amor de sua vida? Você diria que isto é coisa de mulher? Pois assim é o Dr. Leonardo, meu personagem no filme d'O Grelo Falante. Ele acha em Mônica uma pureza digna da sua e aplicará de todos os métodos para conquistá-la, até um formal pedido de casamento. Pode ser um homem demodé, alguns podem tachá-lo de bobo, careta, sonhador platônico etc. Não é nada disso; é só a crença de viver um sonho do jeito que foi sonhado. Continuam achando bobo? Ah, isto é 'Coisa de Mulher'..."
Juan Alba (Advogado de Dora)
"Personagem bem distante da minha realidade, advogado metrossexual, tornou-se íntimo após o primeiro contato que tive com a diretora sensual - sexy Eliana Fonseca. Embarquei totalmente em sua 'viagem' e confesso que o 'trabalho' se tornou 'diversão'. E foi com esse espírito que fizemos cenas hilariantes.
Quando recebi o convite para participar do longa 'Coisa de Mulher', senti que teria a chance de fazer um trabalho ousado, bem diferente de tudo que já havia feito. A oportunidade de trabalhar com as roteiristas, as talentosas meninas d'O Grelo Falante, foi uma história à parte. Retratando, com muita fidelidade e bom humor, o cotidiano de grande parte do universo feminino, fizeram com que o trabalho se tornasse ainda mais prazeroso e com muitas risadas. Não posso deixar de dizer que o bom astral rolou, também, graças à estrutura super bacana oferecida pela equipe da Diler & Associados."
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